Opereta:
Público
lota o Marajoara na primeira noite de Fetel
“Sabemos da história do teatro lageano e
da importância do evento para preservar nossa identidade e resgatar a cultura
na nossa cidade. Fomos em busca de parcerias junto ao governo do Estado para
que o Fetel fosse retomado.” Elizeu Mattos
Muita gente se
programou para assistir a primeira noite de espetáculo do palco italiano no 35°
Festival de Teatro de Lages (Fetel), no Marajoara, nesta segunda-feira (22). O
teatro, com 480 lugares, esteve praticamente lotado e o público aplaudiu em pé
a apresentação da Cia. Opereta Biônica, de Curitiba (PR), com a peça “A farsa
da mulher do Zebedeu”. O festival segue até sábado de manhã, com 24
apresentações, todos gratuitos.
O prefeito Elizeu
Mattos deu as boas-vindas e declarou aberto oficialmente um dos mais
tradicionais festivais de teatro do Sul do país. O evento não era realizado
desde 2011, sendo retomado este ano com empenho da Fundação Cultural de Lages
(FCL) e parceiros. “Sabemos da história do teatro lageano e da importância do
evento para preservar nossa identidade e resgatar a cultura na nossa cidade.
Fomos em busca de parcerias junto ao governo do Estado para que o Fetel fosse
retomado”, frisa Elizeu.
História
O teatro sempre teve
raízes profundas na cidade. O registro mais antigo é do grupo Sociedade
Dramática Particular Phênix Lageana, fundado em 1847. De lá para cá muitos
grupos formaram-se e representaram a região na arte dramática. “É inegável que
toda história moderna do nosso teatro passa pelo Fetel. Ao resgatar o festival
estamos abrindo cortinas e portas de diálogos para que a cena teatral e
instituições estejam sempre juntas”, destaca o superintendente da FCL, Mauricio
Neves de Jesus.
A “Farsa da mulher do
Zebedeu” teve sua estreia há um ano e meio e já foi levada a vários festivais,
percorrendo todo o Sul do país. Concorreu ao troféu Gralha Azul, o mais
importante prêmio da dramaturgia no Paraná, em oito categorias. Trata-se de um
musical que enaltece o caráter popular e as antigas chanchadas, uma comédia de
humor ingênuo, comum entre as décadas de 30 e 60 no Brasil. A peça utiliza uma
miscelânea de gêneros musicais como baião, embolada, samba, marcha de carnaval,
rumba, balada pop, funk carioca, reggae e até mesmo o estilo erudito do período
clássico e romântico apresentados de maneira bem humorada.






Nenhum comentário:
Postar um comentário