terça-feira, 23 de setembro de 2014

Opereta:
Público lota o Marajoara na primeira noite de Fetel

“Sabemos da história do teatro lageano e da importância do evento para preservar nossa identidade e resgatar a cultura na nossa cidade. Fomos em busca de parcerias junto ao governo do Estado para que o Fetel fosse retomado.” Elizeu Mattos

Muita gente se programou para assistir a primeira noite de espetáculo do palco italiano no 35° Festival de Teatro de Lages (Fetel), no Marajoara, nesta segunda-feira (22). O teatro, com 480 lugares, esteve praticamente lotado e o público aplaudiu em pé a apresentação da Cia. Opereta Biônica, de Curitiba (PR), com a peça “A farsa da mulher do Zebedeu”. O festival segue até sábado de manhã, com 24 apresentações, todos gratuitos.
O prefeito Elizeu Mattos deu as boas-vindas e declarou aberto oficialmente um dos mais tradicionais festivais de teatro do Sul do país. O evento não era realizado desde 2011, sendo retomado este ano com empenho da Fundação Cultural de Lages (FCL) e parceiros. “Sabemos da história do teatro lageano e da importância do evento para preservar nossa identidade e resgatar a cultura na nossa cidade. Fomos em busca de parcerias junto ao governo do Estado para que o Fetel fosse retomado”, frisa Elizeu.

História

O teatro sempre teve raízes profundas na cidade. O registro mais antigo é do grupo Sociedade Dramática Particular Phênix Lageana, fundado em 1847. De lá para cá muitos grupos formaram-se e representaram a região na arte dramática. “É inegável que toda história moderna do nosso teatro passa pelo Fetel. Ao resgatar o festival estamos abrindo cortinas e portas de diálogos para que a cena teatral e instituições estejam sempre juntas”, destaca o superintendente da FCL, Mauricio Neves de Jesus.

Lageana recebe homenagem

A atriz lageana Giovana de Liz, que integra a Cia. Opereta Biônica há dez anos, recebeu homenagens e se emocionou ao falar da sua trajetória. Filha de Elionir Camargo Martins, que empresta seu nome à Escola de Artes da FCL, Giovana volta à sua terra natal depois de 20 anos, com muitos prêmios teatrais na bagagem. “Comecei a fazer teatro no Fetel. É muito gratificante retornar às origens”, comenta.

A “Farsa da mulher do Zebedeu” teve sua estreia há um ano e meio e já foi levada a vários festivais, percorrendo todo o Sul do país. Concorreu ao troféu Gralha Azul, o mais importante prêmio da dramaturgia no Paraná, em oito categorias. Trata-se de um musical que enaltece o caráter popular e as antigas chanchadas, uma comédia de humor ingênuo, comum entre as décadas de 30 e 60 no Brasil. A peça utiliza uma miscelânea de gêneros musicais como baião, embolada, samba, marcha de carnaval, rumba, balada pop, funk carioca, reggae e até mesmo o estilo erudito do período clássico e romântico apresentados de maneira bem humorada.






Nenhum comentário:

Postar um comentário