A falta de credibilidade dos políticos de forma geral chegou ao mais elevado patamar. A começar por Brasília, com o Congresso Nacional que, recentemente teve afastado o presidente do Senado, Renan Calheiros. De carona, também no Planalto está o político que ainda não disse para o que veio, ele, o atual presidente da República, Michel Temer, que até agora não disse para o que veio. A população não consegue aceitar a sua gestão, a qual, diga-se de passagem, não decolou ainda. Na banguela, como se fosse uma corrida, o descrédito passa também pelos estados, onde a maioria dos governadores não conseguem contabilizar nenhum saldo positivo a favor das suas administrações estaduais. Ainda a nível estado, estão as assembleias legislativas, cujos parlamentares também estão na berlinda, numa disputa generalizada para saber quem é o mais desacreditado. Por último estão eles, as estrelas dos mais de 5500 municípios brasileiros: os vereadores, também em situações complicadas, pois as populações querem que seus salários sejam rebaixados para um salário mínimo; e, como se não bastasse há o desgaste político, já que muitos deles não conseguiram reelegerem-se. Por essas e outras mazelas do poder, os edís, que, são caixas de ressonância da grave crise política brasileira, estão com suas carreiras políticas à beira de um precipício.
Câmara de Lages
É bem verdade que, em centenas de municípios brasileiros, o Poder Legislativo chega até a passar por despercebido. Existe, porém, ninguém está nem aí! Em Lages, é bem ao contrário, o Poder Legislativo está sendo muito levado a sério. Pelos vereadores? De forma alguma. E sim, pela população. O fato é que, desde longa data, as pessoas colocaram em suas cabeças que os salários dos vereadores são elevados pelo pouco que trabalham, assim dizem os analistas do povão. E, portanto, seria de bom alvitre que seus vencimentos baixassem para um salário mínimo ou, no piór das hipóteses, não devem ter remunerações acima dos salários dos professores. Como essa história começa na Constituição Brasileira e não vai ser modificada a toque de caixa, os ânimos da população estão acirrados. E, para complicar mais ainda, numa Sessão Ordinária realizada no dia 31/10, com o Plenário lotado, os vereadores ouviram em alto e bom som palavras de ordem como: ladrões, ladrões, etc. Tudo porque, tramitava naquela oportunidade um Projeto de Reajuste em seus salários. A partir daquela Sessão, população e vereadores passaram a não comungar dos mesmos propósitos. Tanto que, naquela mesma noite, alguém gravou uma conversação entre alguns vereadores, e dito áudio chegou à mão de um repórter, o qual fez intensa divulgação pela Rádio Clube de Lages. A partir daí, acusações estão sendo feitas por todos os lados, e a imprensa, de forma generalizada está pagando o pato. Fato que não devia acontecer. Ontem, na Sessão Ordinária, praticamente nada de relevância aconteceu, salvo um ato de homenagem a um atleta lageano, o resto do expediente somente serviu para que vereadores comentassem sobre a referida gravação. ou melhor, para que acusações fosse feitas no mais baixo nível. Até mesmo entre eles.
Vereador Padeiro
Como sendo um dos relacionados nas gravações do áudio, o vereador que já está no final de mandato e não foi reeleito no último pleito eleitoral de 02/10/2016, deixou seu desabafo registrado publicamente durante a Sessão Ordinária, quando disse estar decepcionado com o cargo que exerceu por quatro anos: "foi a pior experiência que tive. Aqui não se contenta ninguém. Portanto, cargo eletivo não participarei jamais. Nem mesmo para presidente de Associação de Bairro", observou o nobre edil deixando transparecer sua decepção pela legislatura. Na foto, o presidente do Poder Legislativo de Lages, vereador reeleito, Thiago de Oliveira, PMDB e o vereador Padeiro, como é popularmente conhecido.

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