terça-feira, 1 de novembro de 2016

Atenção prefeito eleito de Lages: a Festa Nacional do Pinhão é do povo para o povo. A privatização do evento necessita ser reavaliada ou anulada.

O lageano já não tem à sua disposição o evento  mais esperado do ano: a Festa Nacional do Pinhão, que, com certeza, tinha o objetivo de ser um encontro de lageanos e serranos, onde  entretenimento à base da tradição e do folclóre se mesclavam. Primeiro,  acabaram com a parte campeira, sobrando  apenas a Sapecada da Canção Nativa e o Recanto do Pinhão, um local de apresentações artísticas regionais onde o lageano, principalmente, ainda tem a oportunidade de conviver com os acordes do tradicionalismo. De resto, a Festa Nacional do Pinhão, antes propalada como sendo o maior evento gastronômico do sul do País, já não condiz com o que um dia foi na realidade. Sim, isso  é coisa do passado, porque a gastronomia  à base do Pinhão, nem o turista que aqui chega está disposto a desembolsar um valor exorbitante por  uma porção servida nos dias em que se realiza o evento no Parque Conta Dinheiro. Já houve visitante que disse: “viemos de tão longe para sermos assaltados em Lages, e ainda comermos algo de péssima qualidade”, observou um turista. E a ambição não para por aí. As bebidas também têm seus preços exageradamente valorizados. Uma garrafa de água mineral chegaram a vender por um preço equivalente a 10 vezes mais sobre o valor que é comercializado num supermercado. No ano passado teve um hotel que aumentou 100% os preços de suas diárias. Muitos estacionamentos de veículos aproveitam da ocasião, para também cobrar o  que bem entendem. Como não há fiscalizações para nada, certamente, ocorrerão em 2017 os mesmo abusos que aconteceram em 2016. São essas coisas que, muitos veículos da imprensa lageana não dá a mínima atenção. Claro, são pagos para, apenas comentar boas coisas do evento. Aliás, são essas “boas coisas” que não acontecem. No entanto, alguém ainda consegue ver o  que não existe. É como  se diz aquele velho ditado: “o pior cego é aquele que enxerga e não quer ver”.  Pelo menos se espera que a nova administração municipal que assumirá em janeiro de 2017, reveja o contrato de privatização do evento firmado entre a Prefeitura Municipal e Gabi Produções. Que o prefeito Antônio Ceron tenha a coragem e sensibilidade de devolver aos lageanos e serranos o que de fato e de direito lhes pertence que é a Festa Nacional do Pinhão, um dia, em tempos que se vão ao longe  considerada popular; hoje, um acontecimento elitista.

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