O principal responsável pela crise
política brasileira, que também arruinou a economia nacional, terá posição de
destaque na delação da Odebrecht. Trata-se do senador Aécio Neves (PSDB-MG),
que, um dia após sua derrota na disputa presidencial de 2014, passou a
articular a queda da presidente reeleita Dilma Rousseff, aliando-se ao ex-deputado
Eduardo Cunha.
Juntos, os dois paralisaram o Congresso em 2015, impediram a aprovação do
ajuste fiscal de Joaquim Levy e fizeram com que a agenda do País passasse a ser
dominada pelo tema único do impeachment. Resultados: queda do PIB de 5% em
2015, de 3,5% em 2016 e mais de 3,5 milhões de desempregados.
Reportagem
da Revista VEJA
Já se sabia, naquele momento, que Cunha movia-se para se salvar. Se obtivesse
proteção da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores, ele teria
engavetado todos os pedidos de impeachment. Aparentemente, Aécio também tinha
motivações de natureza não republicana.
Isso porque ele será um dos principais alvos da
delação premiada da Odebrecht, segundo aponta reportagem do jornalista Renato
Onofre, publicada na revista Veja deste fim de semana. De acordo com sua
apuração, a Odebrecht o acusa de receber milhões por meio de seu marqueteiro
Paulo Vasconcelos, que atua com Aécio há vários anos e fez sua campanha
presidencial em 2014. Os pagamentos seriam feitos pela Odebrecht a uma das
agências de publicidade de Vasconcelos, que pagava despesas de Aécio, como seu
caixa informal. “Em relação a Aécio, está tudo muito bem documentado”, disse um
dos investigadores ao jornalista Renato Onofre. Esta, no entanto, não é a única
acusação que pesa contra o presidente nacional do PSDB. Aécio já foi acusado
por vários delatores da Lava Jato de operar um mensalão em Furnas e também de
comandar esquemas no Banco Rural, instituição financeira que protagonizou o
chamado mensalão tucano.
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