Os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de jovens no
mundo. Nas Américas, os traumatismos provocados pelos acidentes só matam menos
que os homicídios.
Os países do
Mercosul assinaram, este ano, um acordo para tentar reduzir a violência no
trânsito. Nada mudou. A situação é tão grave no Brasil, que o primeiro
compromisso do Mercosul foi o de evitar
que o número de vítimas aumentassem, e aumentou. Quando os acidentes não matam,
a recuperações sempre são lentas. É uma freada na vida. As pessoas andam com
tanta pressa e depois precisam frear por um ano, meses. É um minuto que se
pensa que se ganha e, na verdade, se perde com uma imprudência.
Subiu a
taxa de mortalidade
A maior parte
dos acidentes acontecem com jovens entre 29 e 30 anos. O número de jovens que
morrem ou sofrem graves sequelas por esse motivo disparou um alerta e há
motivos para isso.
É segunda causa
de morte entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil, atrás apenas dos homicídios.
No geral, o Brasil ocupava o quarto
lugar no ranking de acidentes de transporte terrestre na região do Mercosul.
Hoje está na segunda colocação. A taxa de mortalidade, que era de 18,3 mortes
por cem mil habitantes, subiu para 22,5 mortes no mesmo grupo.
Em comparação
com países do bloco, o Brasil só perde para a Venezuela que tem uma taxa de
37,2 mortes para cada cem mil habitantes.
Marcas
para a vida toda
No Sistema
Único de Saúde (SUS), o reflexo do problema: em 2013, foram 170.805 mil
internações por acidentes de trânsito, mais da metade envolve motociclistas -
R$ 231 milhões foram usados no atendimento às vítimas.
É uma verdadeira
epidemia. Excesso, exagero que precisa ser enfrentado.
As estradas precisam ser mais seguras? Falta equipamento de proteção? A
formação de motoristas é deficiente? Tudo isso faz parte de um diagnóstico que
já foi traçado pelos países do Mercosul ,
e está no acordo assinado para priorizar
a segurança no transito e tentar diminuir as fatalidades que podem deixar
marcas para o resto da vida.

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